Eu era jovem e louco. Tinha milhões de planos na cabeça. Milhões de besteiras na cabeça. Começara a escrever esse pequeno conto, que talvez se tornaria um livro. Mas todos os planos (besteiras) foram-se embora. Pois é, talvez isso aconteça com todos. Escrevi no total de 13-14 páginas, nada muito feliz. Nada muito triste. Mas tudo teve um signficado pra mim. Bom, vou colocar apenas um trecho do qual eu gosto. (:

8° Capítulo - O mundo como ele é


Lá estava ela. Com suas presilhas, cantava, enquanto caminhava em direção ao parque, onde encontraria o jovem que tanto gostava, que tanto lhe fazia feliz mesmo sem conhecê-lo, o amor da vida dela.

Era um fim de tarde lindo, o sol estava se pondo, os pássaros cantavam ao som do crepúsculo, era algo diferente de tudo.

Angéline caminhava quando viu um homem.


O fim do mundo

Pense em uma pessoa,

essa pessoa não tem rosto,

essa pessoa não tem voz,

não tem alma.

Ele rasteja por comida.

Tente enxergar isso dentro de você.

Pensa que sabe como é ter seus sonhos perdidos?

Acabados?

Ele sabe.


Lá estava ela.

De fronte para um moribundo, um ser que fora rejeitado pelo povo. Até mesmo pela própria morte.

- Mon petit. Minha pequena, não poderia me dar um pouco de pão? - Era um senhor, meio calvo até. Barba branca como a do papai Noel. Tinha em seu corpo alguns poucos pedaços de pano. Sua expressão era de puro medo.

Medo do que ainda poderia estar por vir.

Angéline nunca havia visto tal ser, ela não conhecia a pobreza, ela vivera trancafiada. Ela não demonstrava piedade, muito menos dó. Ela se curvou perante o senhor e saiu caminhando.

Lá se fora o pão do dia.

Quando o velho se dera por conta ela já tinha sumido entre os bancos e árvores. Em busca de seu amado.

Lá estava o garoto, com o acordeon em mãos. Pronto para tocar.

Ela se aproximou, sentou-se a seu lado. Não eram como os casais normais.

Ele se pôs a tocar.


Imagine uma melodia.

Pense em quem você ama.

Procure não se magoar.

Chore.


Ao fim das variadas notas, ela se aproximou.

- Obrigado.

Eu te amo.

- Vous même retourné, Angéline. Você voltou mesmo, Angéline. - Seus olhos brilhavam, como o fim de tarde. Mal ela sabia, que a partir daquele momento. Olhando nos olhos dela. Ele a amaria.

Amaria, como nunca amara ninguém. Não se trata de qualquer amor. É como se fossemos pequenas partículas de sabão. Muitas vezes duas bolhas se juntam e caem juntas no chão.

Devo estar me expressando mal. È como se estourassem juntas, de paixão. Fossem atraídas umas pelas outras.


O que estou dizendo?

São apenas bolhas, oras.






3 comentários:

Cara, gostei muito, você deveria postar mais sobre isso...
Gostei mesmo....
agora me diga, você é o garoto do Acordeon ?ahahahaha

Nossa muito bom o texto...agora quero saber o resto da historia...=]

daniel the lion disse... 8 de maio de 2009 18:04  

na verdade, não. (:

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Blog formado por estudantes abordando temas culturais como cinema, filosofia, música, tecnologia, arte, etc.

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