“Nossos desejos são os axiomas de nossas filosofias. Frase inteligente do querido pessimista Schopenhauer, no entanto é importante destacar uma coisa: O que é afinal o desejo? Desejo é para alguns a essência do homem. Rodeia e acopla no fundo de nossa alma. Desejo isso e aquilo, desejo capitalista, desejo sexual, desejo que é essência, mas qual é a essência do desejo? Se pensarmos o que nos faz desejar já estamos filosofando e portanto desejando, pois as variações do que nos faz desejar giram em torno de uma vida. Empiria e subjetividade correndo lado a lado o tempo todo. A vida é e não é, pois o desejo é assim, ele as vezes é, gira em torno de um todo, as vezes não, as vezes recusamos desejar algo, pois pensamos. A razão quase sempre opera os desejos, resolve problemas, mas a razão também pode não fazer a sua essência por que não tem desejo. Desejo é a procura do que falta? outra visão, mas não menos destacável. O Ser que não deseja, não é. O Ser que deseja é a Physis. Physis e Desejo."


F.M.Ogata- Lobo Larsen

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Não importa se você é economista, filósofo, cineasta, crítico, escritor, fútil, médico, desocupado, boêmio, administrador, psicólogo, sociólogo, antropólogo, historiador, publicitário, astrônomo, matemático, estatístico, frequentista, lacaniano, freudiano, programador, cuzão, analista, dramaturgo, ator, dentista, atleta, designer, poeta, crítico, liberal, marxista, weberiano, adorniano, desenvolvimentista, novo velho, chapado, passado, alienígena, inimigo, amigo, chato, bobo, desentupidor, sambista, músico, violinista, violonista, pianista, baterista, encanador, eletricista, engenheiro, tesoureiro, CEO, COO, CFO, CAD, CHR,  diretor, espirita, católico, cristão, judeu, hindu, xamã, jedi, sith, imperador, rei, cavaleiro, enfermeiro, elfo, anão, troll, hobbit, bruxo, mago, agrônomo, paladino, arqueiro, ou qualquer outra bosta...

Isso aqui é animal:

“Quando agimos como filósofos em tudo, isso é, em todo fenômeno, as vezes criamos ideologias, pensamentos subjetivos atraentes, mas perigosos. Por outras vezes, aceitamos ideias deliciosas, que dão água na boca. Outras vezes tiramos conclusões interessantes, criadoras, originais, verdades e até conseguimos gerar influências.O problema é quando as afecções que nos tocaram há tempos remotos, criaram valores que são intrínsecos e que não percebemos. Aqueles olhares que te atraem, aqueles cabelos,sussurros, beijos, sulcos, aquela voz e arte, sonhos, cores acopladas ao desejo, odores e tatos que irão marcar toda uma vida.O Problema persiste no pensamento. A natureza humana é assim, quando menos imaginamos, criamos uma maneira de viver, pensamos e agimos de maneira enviesada, influenciada, regida por sentimentos da aurora. Há de se dizer que existe um certo terror quando o calor do desejo não é satisfeito! desejo ilimitado, frustrado. O Homem, ser temporal, rodeia o desejo e o desejo lhe rege. Dádiva? ou maldição? razão.”

F.M.Ogata- Lobo Larsen

Que tal começar a semana com o bom som do Devendra? Para quem não conhece, merece ao menos escutar essa música gostosa.

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Blog formado por estudantes abordando temas culturais como cinema, filosofia, música, tecnologia, arte, etc.

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