Pois é... a que ponto chegamos?  A injeção é feita de ouro 24 quilates, e 5ml de 10.000 dólares em tinta. De dólar.

O artista fala que esta é a cura para a ganância, e da para sentir bastante a mensagem no vídeo. A esquizofrenia que ele quer passar, fundida com uma certa elegância, credibilidade, ritualidade.

Este produto, é um convite para a reavaliação de valores. Ele espelha o que ele chama um debate social sobre o qual é o papel da ganância. Os benefícios e malefícios deste comportamento natural do ser humano, pois o artista argumenta que, independente de ser bom ou ruim, a ganância existe.

Por isso, vale a pena trazer essa cena do clássico "Wall Street" da década de 80, quando o Gordon Gekko fala precisamente sobre ganância:




O nome do artista é Diddo e ele é um inventor, designer e artista conceitual. O site dele é aqui

Cinema francês é algo que no mínimo merece respeito (ao meu ver, claro). Pode ser que muito de vocês odeiem. Aquele excêntrico, eloquente e dramático cinema "Cult" não é de agrado para todos, e muitas vezes não é de agrado para ninguém, mas por outras vezes o cinema francês é a expressão da beleza. Claro que não é só o cinema francês. Mas uma coisa que os franceses trazem, com efeito, é uma manifestação linguística poética, singular. A poesia é acompanhada com toques de crítica, questionamentos filosóficos, etc. Por hoje, apenas vou colocar um filme na íntegra para degustar e, talvez, em outro post, faço uma análise filosófica acerca do cinema francês.

Um homem que dorme torna claro do que o cinema francês pode ser capaz. Não é um filme muito movimentado, nada mainstream. Mas é um filme poético. Aos seus moldes, niilista e dramático.Um longa como um livro de poesias, porém, um livro com imagens. Imagens faladas, acopladas de pensamentos, indagações. Filme niilista, triste, mostra o nada. Talvez uma boa dose de Nietzsche, com o pensamento trágico poderia destruir esse longa. Enfim, um filme interessante, parado. Requer paciência, empatia e principalmente critica.




F.M.Ogata

Lobo Larsen @ogataogara

Belo clipe para começar a semana.

Pensamento quadrado?

Ato I-Adagio


Filosofar em certo sentido é indagar, questionar, refletir e navegar como um navio em um mar aberto. Criar rotas.O problema é que o mar muitas vezes já foi navegado, explorado e até mesmo navios entraram em guerra nele mesmo. Então, como fazer? Ora, se o mar já foi navegado, então fica mais fácil, temos informações dos caminhos navegados, dos melhores picos, dos lugares que não podemos frequentar e dos que devemos parar, mas a aventura não será a mesma. Não enfrentaremos a honra de navegar sem rumo! Não teremos uma "encontro intensivo" . Teremos sempre uma ideia de onde estamos, de aonde iremos. Se temos  um mapa com informações de todo tipo, parece claro que o trajeto será mais fácil. Sem o mapa, sem os instrumentos navegantes, o marinheiro fica um tanto perdido no mar, pode enfrentar a morte, o perigo,mas é nessas e outras que o navegante pode achar uma ilha de tesouros, pode encontrar lugares nunca antes navegados e enfrentar aventuras que abram modos de pensar, novas percepções de vida. 

"O que não me mata, me fortalece" - F.Nietzsche

O problema não é o mapa em si, o problema é como vamos lidar com o mapa, de como veremos os trajetos abordados no mapa. Imagine que crucial seria se o mapa estivesse errado? As vezes é preferível não recorrer ao mapa, enfrentar a perdição do mar para desenhar novos mapas, novas rotas.

Quando Marx filosofou, ele não utilizou o usual, ele fez um encontro com a economia política. Quando Foucault filosofou, foi a história, a loucura, a potência que o atingiu em cheio. Deleuze foi acordado por encontros de outros filósofos, "enrabado" por Nietzsche, lutou contra Hegel, encontrou no cinema, na arte, um meio.  Nietzsche buscou seus recursos na literatura. Montaigne filosofou de forma inusitada, olhando ele mesmo e os outros, achou sua filosofia. Rousseau buscou no homem a sua filosofia e Kant então? 
Não estou de maneira alguma tirando o critério da metodologia, ela é importante. Mas em todos os modos de filosofar, isso é, para "voltar as coisas mesmas" (numa visão de Husserl), para buscar a causa primeira (visão de Aristóteles), para "Martelar" (Nietzsche), para criar conceitos (Deleuze), para desvelar o ser (Heidegger), enfim, para qualquer abordagem que os filósofos foram atrás, eles pensaram sempre de um modo inusitado, maneira que ainda não tinha sido criada, ou se tinha, foi reformulada.  A filosofia recorre mais a criação do que muitos imaginam. Enquanto a arte pensa por sensações e a ciência pensa por funções, a filosofia pensa por conceitos, por criação, por inovação! E quando se quer trabalhar em cima de um tema, muitos recorrem ao pensamento já dogmático, utilizam a "rota" já elaborada por algum gênio, mas no final não aproveitam as paisagens. O pensamento "quadrado" é isso. Não se utiliza o mapa com eficiência, com cautela, sem precipitar-se, utiliza-se a rota do mapa como aquilo que é  o caminho mais certo a se fazer, sem ao menos questionar. Esquecem do recurso Cartesiano. Quando se usa um mapa, se não se questiona acerca dos problemas do mapa (Isso se o sujeito ver erros, pois tem vezes que ele nem mesmo vê os erros), não se cria filosofia, não se filosofa. O pensamento quadrado esquece que o mapa é apenas uma interpretação da realidade, uma forma de ver o esplêndido e belo mar. 
Para se navegar é mais seguro ter um mapa, uma rota já fundada. O filósofo pode recorrer a essa rota, mas não seria mais prazeroso ter o mapa e fazer sua própria rota? 
O mapa é como se fosse os recursos filosóficos, as técnicas, a história da filosofia, a história do homem, a própria realidade. Suas legendas são os filósofos e seus pensamentos, os conceitos. Mas as rotas feitas podem ser dogmáticas, quadradas. Cabe ao filósofo questionar as rotas, observar os melhor encadeamentos, corrigir as rotas, criar rotas.

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Blog formado por estudantes abordando temas culturais como cinema, filosofia, música, tecnologia, arte, etc.

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