SINOPSE

Anna de la Mesa (Nina Kervel-Bey) tem 9 anos, mora em Paris e leva uma vida regrada e tranqüila, dividida entre a escola católica e o entorno familiar. O ano é 1970 e a prisão e morte do seu tio espanhol, um comunista convicto, balança a família. Ao voltar de uma viagem ao Chile, logo após a eleição de Salvador Allende, os pais de Anna estão diferentes e a vida familiar muda por completo: engajamento político, mudança para um apartamento menor, trocas constantes de babás, visitas inesperadas de amigos estranhos e barbudos. Assustada com essa nova realidade, Anna resiste à sua maneira. Aos poucos, porém, realiza uma nova compreensão do mundo. 

Do diretor Julie Gavras, trago, depois de muito tempo sem postar nenhuma análise, comentário ou crítica, um interessante filme crítico e de certo ponto filosófico.

O cinema francês é grandioso e uma prova disso é  "A culpa é de Fidel". O longa trabalha com enormes características estéticas, essenciais para que o filme se torne uma obra de arte. A culpa é de Fidel é um filme artístico, com características ideológicas, políticas, filosóficas, mas o que mais chama atenção, não é simplesmente o roteiro, ou a eloquência do questionamento filosófico a todo momento, mas sobretudo a atuação da atriz-criança. Claro que o questionamento filosófico é um ponto primordial nesse filme, mas é bastante observável  um toque de ideologia esquerdista. O longa carrega pontos esquerdistas a todo momento, mas é muito notável, já que temos uma protagonista criança, um questionamento sobre as vantagens, desvantagens, características da ideologia esquerdista, assim como também a direitista. Além da forte presença política no filme, o filme também carrega uma certa crítica a religião, trazendo como forma indireta a diferenciação entre "mito" e "logos".

O longa possui uma fotografia excelente, um roteiro curioso, trilha sonora chamativa e sobretudo, uma atuação fenomenal! 

A questão que se pode por é a seguinte: Vale a pena ver um filme com fortes tendências esquerdistas? A resposta pode variar, porque? embora o filme possa ser um filme ideológico, mostrando as vantagens do posicionamento político esquerdista, o longa trabalha com uma protagonista criança e, aos poucos, no decorrer do longa, percebe-se como a criança tem uma atitude filosófica diante das situações, ela questiona o tempo todo, reclama, procura razões por tudo, o que é de certa maneira, uma prova quando dizemos que toda criança é filosofa. "La Faute à Fidel" não é somente um filme ideológico, ele é um filme que demonstra o quanto uma posição ideológica pode mudar a vida de uma família. Vale a pena ver? Seja qual for o seu posicionamento filosófico, acredito que é um filme interessante, emocionante e com um tom artístico, mas pretensioso. 

F.M.Ogata - Lobo Larsen

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Blog formado por estudantes abordando temas culturais como cinema, filosofia, música, tecnologia, arte, etc.

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