Uma das frases marcantes na filosofia de Nietzsche é: "Não existem fatos, somente interpretações". Holy Motors é um filme que demonstra o que Nietzsche disse. Holy Motors é um filme que aparentemente pode ser visto como surrealista, enlouquecidamente dionisíaco e sem menor sentido, mas diante das possibilidades subjetivas interpretativas, ele pode fazer muito sentido e até mesmo ser considerado uma obra prima.
Pode-se dizer que é um longa difícil de ser analisado e mesmo que seja analisado ainda corre o perigo de outrem analisarem de modo diferente, por isso, eis o a genialidade desse filme: Embora sem menor sentido, ele é interpretativo.
Uma coisa é certa: o filme fala sobre a própria vida do diretor. Para entender Holy Motors de uma maneira que seja a do diretor, no mínimo deve-se entender a vida do diretor, seus outros filmes e o seu percurso na história do cinema. Leox Carax parece colocar muita coisa da vida dele em cena. Leox é um verdadeiro artista, se formos analisar conforme sua subjetividade, já que transparece a sua experiência de vida e faz um filme que aparentemente não tem menor sentido. Por outro lado, o filme apresenta aquilo que esteticamente  é genial: Um filme que fala sobre o cinema. Holy Motors pode ser interpretado como filme que traça em nuanças, diferenças, categorias do cinema, isso é, drama, romance, ação, ficção e ainda sim carrega consigo mesmo o roteiro. Um longa sobre categorias de outros longas que não seja um documentário, que possui um roteiro, que lida com diferenças e, a todo instante trabalha com metáforas, é digno de café música e filosofia. A arte de Holy Motors enlouquece,  faz ver de um ponto de vista diferente o que o cinema produz... Drama, musical, comédia, ação. A mudança, o devir, o eterno retorno. O filme é um transtorno geral e sobrecarrega elementos tão subjetivos que ele acaba sendo pessoal, tornando-o complexo de aconselhar. Em suma, Holy Motors é um filme misterioso, já que é um complexo de elementos subjetivos do próprio diretor, mas ao mesmo tempo e ate contraditoriamente, é um longa artístico, com dramatização surrealista e cheios de sentidos a descobrir.
 

F.Ogata - Lobo Larsen

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