Olá pessoal! Quinta-feira é o meu dia de postar no blog, e depois de uma semana de carnaval, como todo bom brasileiro, estou devidamente estragado! Além de continuar sentindo os sintomas da ressaca carnavalesca, a ilustríssima Fundação Armando Álvares Penteado, instituição da qual eu faço parte como aluno, fez o grande favor de meter duas provas nesta mesma semana - digo, porque não mandam logo uma pistola carregada, pra nos poupar tempo? Enfim, devido à estes motivos supracitados, senhores, farei hoje o meu post light, livre calorias e parágrafos destinados a coisas que você não quer saber sobre filmes os quais você não assistirá. Separei três filmes poucos conhecidos pelo público geral, mas que agradam a diferentes gostos, e fáceis de achar pra download na rede.
1°- Terra de Ninguém (2001), de Danis Tanovic:
É de terras bósnias que chega essa imperdível crônica sobre a guerra da Bósnia com a Sérvia, que se aprofunda nas entranhas da mente humana, e como nos comportamos em situações extremas. Além desses debates, o filme ainda propõe discutir o papel da mídia jornalística em eventos cautelosos - será que ela chega pra ajudar ou está tão interessada nas matérias e no público que só acaba atrapalhando? No filme vemos que os dois acontecem. Há também uma retratação muito boa da ONU, e seu papel (?) nos conflitos sangrentos entre nações em guerra.
O filme se passa em um único dia, e parte de uma complicada situação em algum campo de batalhas da Bósnia: Um soldado bósnio e um soldado sérvio ficam presos em uma trincheira no meio do campo, um lugar neutro entre os dois exércitos, sendo que os dois foram vítimas de ataques dos respectivos inimigos e estão levemente feridos. Para piorar, um segundo soldado bósnio acorda deitado sobre uma mina de fragmentação e não pode se levantar, pois a mina detona quando o peso que a pressiona é retirado - adicione ainda a chegada da ONU no local para tentar resolver o impasse, e os abutres da mídia, que só se importam em conseguir uma entrevista, esquecendo-se que se tratam de vidas humanas e pessoas reais. Ganhador do Oscar de melhor filme de língua estrangeira.
Trailer:
2°- Irreversível (2002), de Gaspar Noé
Filme francês que deu bastante o que falar na época em que foi lançado, devido à duas cenas bastante perturbadoras que acontecem durante o filme. Eu considero cenas bem fortes sim, mas nada que deveria impedir alguém de apreciar o filme - se você assistiu Bastardos Inglórios, Anticristo, ou qualquer filme dos Jogos Mortais, provavelmente não será nada de mais. Esse filme quando não é lembrado pelas cenas violentas, é lembrado por estudantes ou professores de cinema quando o assunto é câmera subjetiva, isso porque o filme é quase que um um único plano sequência durante toda a projeção, além das tomadas serem impecavelmente entrelaçadas, com movimentos vertiginosos (realmente não tenho ideia de como o diretor realizou algumas tomadas, a câmera gira como um caleidoscópio em movimentos impossíveis).
O filme fala de trás pra frente da saga de vingança de Marcus (Vincent Cassel, o treinador da Natalie Portman em Cisne Negro) e Pierre (Albert Dupontel) depois que Alex (Monica Bellucci) ex de Pierre e atual namorada de Marcus, é violentamente estuprada no metrô. Os dois partem pelo submundo da cidade em busca do culpado e de vingança. As cenas-chave são, portanto, a do estupro em si, e a da vingança propriamente dita. O filme se passa em um único dia também, apesar de se concentrar na parte da noite. A trilha sonora é de Thomas Bangalter, do Daft Punk, e o filme ganhou a palma de ouro em Cannes.
Trailer:
3°- Casa Vazia (2004), de Ki-duk Kim
Obrigado cinema sul-coreano! Que coisa maravilhosa! Eu não tenho medo de afirmar que este filme é um dos mais artísticos e bonitos de se assistir desde quando Kurosawa produzia filmes como Ran, ou Sonhos. O roteiro é sensacional, mind-blower: um rapaz misterioso vive de envadir casas e residir nelas por um período onde seus donos estão fora (ele distribui panfletos na porta das casas e passa no dia seguinte, as casas onde os panfletos não foram retirados ele invade). Para ''pagar'' pela estadia, ele faz pequenas reformas e trabalhos pela casa, sejam consertos ou limpeza. Um dia porém, ele encontra em uma dessas casas uma jovem moça, solitária, que - também tentando escapar da vida que leva -, resolve se unir à ele nessa vida errante e acaba vivendo uma história de amor com o rapaz. É claro que seu marido não deixa barato e resolve colocar a polícia atrás dos dois.
O interessante aqui nesse filme é o nível artístico de fotografia aliada as atuações e uma mise-en-scène perfeita que o filme alcamça, é quase inacreditável. Pra se ter uma ideia, o personagem principal não pronuncia uma única palavra durante o filme. O casal não troca nada a não ser olhares e gestos, é impressionante. O filme têm uma virada na trama na metade que eleva ainda mais o nível do filme, é difícil de explicar. Uma palavra pra esse filme: inacreditável.
Agora sim! - diz o leitor. - Finalmente um filme que não tem a idade da minha tia! Ou que o atendente da locadora não olhe para mim como se eu fosse um inseto quando eu pedir!
Pois é, amigos. Mas o doce sempre acaba. Por isso vou avisando, esse é o único western da lista com menos de 20 anos, todos os outros são da época que a sua mãe ia para a escola... Por isso, o tema dessepost, além do filme em questão, serão os westerns modernos, dos anos 90 pra cá. E é logo na estaca zero que temos o western pocahontas Dança com Lobos (1990), dirigido e estrelado por Kevin Costner. Eu particularmente recomendo o filme se você gostou de filmes como Avatar (2010) ou Pocahontas (1995), basicamente porquê ambos os filmes possuem o mesmo enredo, apesar de Costner ter pendido mais para o lado western da coisa, ainda bem. Moving on, nós temos em 1992 o supracitado Os Imperdoáveis, dirigido por Clint Eastwood, obra-prima do faroeste e inovadora, guardarei algumas palavras para tal mais adiante. Temos então dois anos mais tarde Dead Man (1996), Dirigido por Jim Jarmusch (Daunbailó, Sobre Café e Cigarros) e protagonizado por Johnny Depp (sem necessidade de parêntesis), um western anti-western que eu recomendo para o pessoal alternativo, fala sobre William Blake (não é o poeta), e sua saga pelo Velho Oeste, o filme possui várias situações interessantes e uma margem para se filosofar também. Depois temos o faroeste/comédia/terror Um Drink no Inferno 3 - A Filha do Carrasco (1999), terceira parte da trilogia iniciada por Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, com Sonia Braga e Danny Trejo, é mais para se divertir (o filme tem zumbis e criaturas escatológicas) do que mais nada - e cumpre bem sua promessa. Já nos anos 2000 há o famoso O Último Samurai (2003) dirigido por Edward Zwick e estrelado por Tom Cruise, um típico Samurai Western (gênero do qual fez parte Akira Kurosawa, prestigiado diretor japonês que criou alguns Samurai Westerns como Yojimbo, Os Sete Samurais, filmes que o cinema ocidental reciclaria depois). Ang Lee faz, 2 anos depois, o inusitado O Segredo de Brokeback Mountain, faroeste romântico com Heath Ledger e Jake Gyllenhaal, que você já deve saber da ''fama''. E chegamos, por fim, ao melhor ano tratando-se de cinema western das últimas décadas: 2007. Nesse ano tivemos Os Indomáveis, dirigido por James Mangold, com Russel Crowe e Christian Bale, além de Peter Fonda; O ótimo O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford, com Brad Pitt, Casey Affleck, Zooey Deschanel e grande elenco; O premiado Onde Os Fracos Não Têm Vez, dos irmãos Coen, com Javier Bardem e Josh Brolin; E, por fim, um filme que eu já fiz uma resenha aqui, Sangue Negro, De Paul Thomas Anderson, com Daniel Day-Lewis e Paul Dano. Ainda temos em cartaz nos cinemas nacionais Bravura Indômita, dos irmãos Coen, com Jeff Bridges e Matt Damon (não deixem de conferir) e Cowboys & Aliens, blockbuster com Harrison Ford e Daniel Craig, com previsão de lançamento para 29 de Julho de 2011.
Agora vamos ao que interessa. Os Imperdoáveis. Não deixa de ser irônico que Clint Eastwood, famoso por atuar nos faroestes da trilogia dos dólares de Sergio Leone, tenha conseguido seu único êxito como diretor até então justamente com um filme de faroeste. Irônico, mas não por acaso. É palpável no filme a familiaridade de Eastwood com o gênero, além de seu personagem no filme ser quase que uma representação sua no mundo do cinema. Isso porque Clint conhece, como ninguém, o que é o Velho Oeste - afinal, quem vestia as roupas, o colete, o famoso poncho, o inseparável chapéu, era ele. Quem cavalgava cruzando o deserto, quem tinha a ação mais rápida no revólver, quem rolava na areia como um saco de batatas era ele, e não o diretor, não o produtor. Por isso ninguém melhor que ele para dirigir um filme que trata dessa visão do que ele próprio.
O filme conta a história de William Munny (Clint Eastwood, sua melhor atuação até Menina de Ouro), um ex-pistoleiro sanguinário que outrora era um homem vigoroso e duro, mas hoje em dia, velho, convive com a sombra de seu passado. Vive apenas para criar seus filhos, em um pequeno sítio em algum lugar na Wyoming de 1880, onde cria porcos, viúvo de sua mulher Claudia, esta que o tirou do mundo violento para tentar viver uma vida decente e honesta. Por ter uma vida tão difícil nesse sítio, Munny chega à um ponto em que qualquer dinheiro que caia em suas mãos é divino, estando ele disposto à quase qualquer tipo de trabalho. A oportunidade chega quando em uma cidade próxima uma prostituta tem seu rosto totalmente retalhado por um cliente seu, insatisfeito com um comentário proferido por ela sobre seus Países Baixos. O xerife da cidade Little Bill (Gene Hackman, excelente, ganhou um Oscar pelo seu trabalho aqui) sanciona ao criminoso uma punição que as prostitutas consideram inaceitável, já que o mesmo grupo do elemento já havia cometido inúmeras atrocidades à elas. Sem ninguém saber, elas juntam economias para colocar um prêmio sobre a cabeça do homem que havia violentado sua companheira, o que logo desperta o interesse de vários pistoleiros da região, entre eles o jovemSchofield Kid (Jaimz Woolvett). Sem muita experiência, o jovem recorre a Munny, sabendo de sua reputação, propondo à ele metade da recompensa caso o ajude a capturar o procurado. Munny, sem saída, aceita a proposta, mas recruta um de seus velhos amigos, companheiro de seu antigo grupo, o fiel Ned (Morgan Freeman, genial). Os três partem então em busca do homem, mesmo com a concorrência do famoso English Bob (Richard Harris), também atrás da recompensa, e com o xerife disposto a fazer o necessário para impedir que pistoleiros assassinem alguém, mesmo que este seja culpado.
Sobre os aspectos técnicos, o filme possui um visual singular, fruto da fotografia esplêndida, apesar das paisagens naturais do deserto americano contribuírem imensamente para o resultado final. A direção de Eastwood é genial, o jeito como ele enquadra cada cena leva muito sentimento dele mesmo à obra, além de sair muito bem nas cenas de ação, ele consegue criar um elo emocional do público para com seus personagens, e logo ficamos tão ligados à ele e sua causa, que torcemos ávidamente para que ele obtenha sucesso - e não morra tentando, algo que é tratado como uma opção real durante toda a caçada. Apesar de tudo temos uma estranha segurança quando Munny está em cena. Sabemos que ele é vulnerável, isso é mostrado em cenas do filme, mas é quase como se ele fosse um herói de nível homérico. Resumindo, ele é o cara que você gostaria de ter do lado se alguém por acaso apontasse uma carabina em sua direção. O roteiro também é ótimo, apesar de deixar a desejar no lado emocional da personagem da prostituta, ele compensa isso adentrando na mente e nas entranhas de Munny e Ned, personagens tão reais que é possível identificá-los em pessoas reais do dia a dia. O filme também tem uma carga dramática muito forte, é possível assistí-lo somente pelo drama do filme, para quem não é muito fã de ação.
O filme reflete ainda sobre a amizade, de uma linda maneira, e nos faz pensar sobre as opções que tomamos na vida, e como é difícil mudar, depois de muito tempo acostumado com a vida que se escolhe. No fundo, o que somos hoje é fruto de nossas atitudes no passado, por isso escolha com cuidado o que você é hoje para não se arrepender amanhã.
Diferente do meu ultimo post, que era sobre um filme, esse é diferente.
Ontem a noite estava online, conversando com minha namorada(a quem dou os créditos dessa postagem), quando ela me mostrou esse trabalho. Eu queria muito ter postado logo aqui no blog, mas o sono foi mais forte. O trabalho é demais, é de um cara chamado Lev Yilmaz, que se chama Tales Of Mere Existence.
Nesse trabalho divertido você passa um bom tempo se identificando com as situações colocadas por ele nas descrições e apreciando esse trabalho original. Achei fantástica a forma como ele faz esses desenhos... fiquei pensando se são sobre uma mesa de vidro, onde em baixo fica a câmera e em cima ele faz os desenhos e os edita da forma que melhor lhe cabe. Ok, lendo assim parece bem simples, mas criar isso e fazer de forma que nos distraia tanto 'é o que pega', né?
Mas, no fundo, quando um trabalho é surpreendente, a forma como é feita não importa, certo?
Aqui vão uns trabalhos dele que eu mais gostei e me identifiquei:
Nesse último até me assustei, eu faço exatamente igual no ônibus!!
Olá pessoas! Como já dizia o ditado, quem tá vivo sempre aparece!
Pois é, pode parecer mentira, depois de tanto tempo sem postar.. Mas sim, estou vivo e pretendo continuar assim por um bom tempo. E nada melhor para se sentir vivo do que um bom e velho Faroeste americano dos bons! Por isso eu pretendo iniciar nesse post uma série de 5 postagens com os meus faroestes preferidos, não só americanos, mas o western spaghetti e o western revisionista dos anos 60 também. Pra começar essa lista, em ordem decrescente, vem em um honroso quinto lugar a obra-prima faroéstica de Howard Hawks "Onde começa o Inferno"
É importante dizer, antes de mais nada, que o gênero Western não começou nos anos 40 ou 50, época de ouro dos faroestes americanos, com exemplos clássicos como "O Tesouro de Sierra Madre" (1948), "Johnny Guitar'' (1954) ou o pai da linguagem western "No Tempo das Diligências" (1940), mas foi na verdade um dos primeiros gêneros cinematográficos de todos, isso devido ao marco "O Grande Roubo do Trem" (1903), filme mudo disponível no youtube aqui. Como Clint Eastwood - grande astro dos faroestes italianos e do movimento revisionista - certa vez disse, o western é, junto com o jazz, a única forma de arte genuinamente americana. O que acontece é que o filme de faroeste, para o expectador de primeira viagem, pode assustar por ter essa linguagem tão própria e característica, que hoje em dia, infelizmente, soa datada - mas não é. Experimente assistir de mente aberta para aproveitar mais. Apesar dos planos americanos (que mostram o ator do joelho para cima - um recurso criado para
o expectador ver o ator e arma em um mesmo enquadramento -, muito usado hoje em dia em sitcoms como Two and a Half Man ou Friends), característicos dos anos 40, estarem sempre dando aquela sensação de incredibilidade, ou as atuações dá época, demasiadamente teatrais para um filme, desviando a atenção do foco, é possível sim se iniciar no mundo western sem necessariamente passar por uma sensação de estranheza. Experimente assistir "Bravura Indômita" (2010), refilmagem dos irmãos Coen para o clássico filme de 1969 estrelado por John Wayne, atualmente em cartaz nos cinemas nacionais.
"Onde Começa o Inferno" é o típico small town western, ou seja, não espere que os personagens saiam desbravando o interior americano com paisagens de tirar o fôlego, ou combates épicos contra os índios, isso porque o filme se passa todo dentro de uma cidade só (chamada Rio Bravo) e os cenários indoor são sempre os mesmos: A delegacia, a estalagem e o bar, com algumas variantes. Mas isso não impede o filme de persuadir o espectador à um estado de imersão, pelo contrário, nós nos sentimos iguais aos personagens, como se nós fôssemos também habitantes locais e amigos dos protagonistas.
Acompanhamos o xerife da cidade, John T, interpretado pelo Maior Ícone da história dos westerns, o mito, a lenda chamada John Wayne, que dessa vez faz a autoridade policial local, diferente da maioria de seus outros papéis onde ele faz o típico fora-da-lei machão mas de moral intocável, uma espécie de Robin Hood cowboy. A trama se desenvolve conforme John T. vai se encontrando gradativamente em uma difícil situação: Ele prende um sujeito que havia matado um homem à sangue frio no saloon da cidade, que por infeliz coincidência acaba por ser o irmão de um rico dono de terras, chamado Burdette. Burdette é famoso por ter em seu poder um pequeno exército de quase 40 homens armados, prontos para invadir a delegacia à qualquer momento, à qualquer custo. Mesmo com toda essa pressão, John T. não recua e responde à
altura , diz que não deixará o homem sair de lá até ter pago sua dívida com a sociedade. Para tanto, ele conta com a ajuda de Stumpy (Walter Brennan, não perde o tom nunca), um velhinho que mal consegue andar, mas que não o impede de ficar sentado numa cadeira pronto para explodir os miolos de qualquer um que se aventure a adentrar a delegacia sem se identificar; Dude (Dean Martin, famoso artista americano, foi um premiado ator de cinema e televisão, além de músico), um alcoólatra que um dia já teve uma das pontarias mais rápidas do oeste - isso quando não está tremendo devido à abstinência alcoólica ou, propriamente dito, bêbado; O xerife ainda conta mais tarde com o grande apoio do jovem Colorado (Ricky Nelson, outro cantor que faz sua estréia no cinema nesse filme - ele inclusive solta a garganta junto com Dean Martin, em uma bela cena de confraternização na delegacia), um pistoleiro que, apesar de novo, prova ser muito valioso e muito talentoso também...
A história se desenvolve a partir deste conflito, com Burdette e John T trocando ameaças (e respondendo-as também), até que uma situação se apresenta para definir o fim da história. Howard Hawks filma como um mestre, faz aqui um de seus melhores trabalhos, ao lado de obras notáveis como El Dorado (1966, outro western), Os Homens Preferem as Loiras (1953, com a diva Marylin Monroe), Sargento York (1941) o primeiro Scarface (1932), e, por fim, sua obra-prima de um timing que faria Aaron Sorkin, roteirista de A Rede Social, colocar uma corda em seu pescoço e com um sorriso no rosto, pular da torre Eiffel - estou me referindo à comédia romântica Jejum de Amor (1940). Afinal, fazer John Wayne interpretar com romantismo (!) cenas de amor com Feathers, personagem de Angie Dickinson (linda, linda, linda nesse filme, viria a fazer anos mais tarde Vestida Para Matar, de Brian dePalma) é realmente obra de um diretor que realmente sabia o que estava fazendo.
Visualmente falando, o filme não inova, e nem se propõe a tal. Não há um único close-up em nenhum ator durante o filme, as cenas são sempre filmadas à certa distância, de modo que o espectador veja vários personagens em cena ao mesmo tempo que a ação acontece - nada como hoje em dia, que quando a célula de um personagem morre o diretor tem que cortar para
mostrar tal evento, tão significativo para a trama. Há boatos também que a cidade cenográfica do filme foi construída em uma escala reduzida, o que faria com que os personagens se destacassem, além de mostrar a grandeza de cada um. O mais interessante aqui é o sublime trabalho subliminar do diretor, ou seja, a construção da tensão, não por cena, mas durante o filme inteiro. Isto é, as cenas trabalham juntas para chegar ao ápice de tensão concebido ao clímax do filme. No fim, a impressão que fica de Onde Começa o Inferno é que tudo não passa de apenas outro dia de trabalho no Oeste, para essas pessoas, tão corajosas, que têm de lidar com essa vida duríssima de privação de quase qualquer luxo possível na época, apesar de se tratar de uma história de superação, determinação e - o mais requisitado no Oeste Selvagem - os bons e velhos culhões. Como eu disse, para eles, John T e seus amigos, tudo não passa de mais uma aventura normal, advinda de se viver em um lugar tão inóspito e brutal com seus habitantes - The Wild West.
aqui o trailer do filme:
aqui a crítica por Isabela Boscov, crítica da Veja:
As virgens suicidas é um filme de Sofia Coppola, lançado em 1999 com o elenco formado por Kirsten Dust, Josh Hartnett e James Woods.
O filme conta a história de cinco garotas entre 13 a 17 anos que vivem com seus pais, em um bairro dos Estados Unidos. Narrado por um garoto que vivia no mesmo bairro dessas garotas, o filme se baseia na dramática vida delas, da qual não tinham nenhuma liberdade. O drama começa quando uma dessas garotas, a mais nova, se mata.
Você se considera uma pessoa livre ? se a sua resposta for não, tente assistir esse filme. Dramático e polêmico, esse filme critica o conservadorismo americano, garotas presas dentro de casa com vestidos que não deixam ver nem mesmo as pernas e os braços. Elenco até que razoável, fotografia excelente, figurino da época de 1970 e trilha sonora agradável (rock 70 à 80), o filme não deixa nada à desejar , um filme dramático e crítico, daqueles que você pode até ficar chocado e com sentimentos de "raiva". O enredo é triste, mas não se preocupem, não vou contar nada do filme.
Se pudesse dar uma nota, daria 8, pois no enredo são tratados vários temas morais, tanto como ética, liberdade, liberalismo, conservadorismo, além de ser um verdadeiro drama como comentei acima.
Um filme de Caco Souza, estreiou em 6 de agosto de 2010 e conta a história do comando vermelho, uma das maiores organizações crimininosas brasileiras da década de 80.
Um dos maiores articuladores de crime organizado, Willian Souza, vai preso e é mandando pra Ilha Grande, um presídio no Rio de Janeiro, onde fica lado a lado de presidiários políticos de esquerda e outros ladrões. Em meio a assaltos, roubos, morte, cria-se um elo de amizade entre Willian e os outros presidiários, essa amizade tornaria a ser o Comando Vermelho.
Na minha opinião, outro filme brasileiro talentoso, mas não dos melhores, pois achei o filme um pouco "fraco" comparado com os outros filmes nacionais que se tem visto. Não posso negar o bom elenco, até que efeitos visuais legais e enredo excelente, mas em geral o filme deixa à desejar. (Depois de Tropa de elite, Estômago, Até que nada mais dê certo e outros filmes, meu critério diante de filmes brasileiros está mais elevado.)
O filme se encontra no http://cinemacultura.blogspot.com/ para download, e aqui vai o trailer:
Andrew Bird é um cantor,multi-instrumentista(toca violino, guitarra, banjo, glockenspiel etc.), norte-americano, nascido em Chicago.
Andrew Bird surpreende os nossos ouvidos, com uma mistura de pizzicatos do violino, acordes simples de violão, bateria suave e acordes folks de guitarra. Sem querer ,descobri esse cara, vendo um video não tão menos desqualificado de Bat for Lashes, vi que Andrew Bird tem agradado os fãs de Bat For Lashes e The XX.
Com um estilo misturado, pegadas que exploram o clássico até o folk, Andrew Bird, mostrou que é digno de ser criticado aqui no meu blog. Em primeiro lugar, vamos ao clipe Anonanimal
Nesse clipe, ele usa uma técnica de violino chamada Pizicatto, utiliza uma bateria bem "tranquila", guitarra como base e a voz dele que acalma os nossos ânimos, além de assovios.