Existe uma conexão emocional com a tecnologia e com a experiência. O avanço da tecnologia nos deixa a mercê de uma variada cesta de ferramentas onde o ser humano pode expressar seus sentimentos e disponibilizar, inovar, compartilhar, expandir e aprender.
Vim aqui comunicar da existência de um site que está revolucionando a internet, ou pelo menos, tentando.
O site da Noisey é um site diferente e dinâmico sobre música. Noisey, tem como objetivo divulgar shows que ocorrem em alguns países como Estados Unidos, Reino Unido, Brasil, Canadá, Austrália entre outros. A ideia parece-me que é mostrar shows de bandas não tão conhecidas, ou bandas alternativas. Se você se interessa por bandas novas, ou shows de bandas que não pode ir ao redor do mundo, ai está a oportunidade.
"Noisey é uma plataforma online de conteúdo musical que busca descobrir, documentar e divulgar novas bandas e revelações musicais de diversos lugares do mundo. Com curadoria da VICE e parceria da Dell e da Intel, o site do projeto oferece uma experiência inovadora a seus usuários ao apresentar vídeos de uma seleção de músicos e cenas musicais locais de mais de 10 países a um público internacional. Com o Noisey, os apaixonados por música terão a oportunidade de descobrir bandas incríveis em um canal de entretenimento digital de última geração."
O site tem certa parceria com a Vice e com a Dell
Vale à pena dar uma checada.
Me ví discutindo (estava mais para expondo, já que o Ogata não deu a mínima, hahaha :D) hoje como é diferente o jeito que eu se expõe as coisas...
A beleza que José González imprimiu na sua versão de “Heartbeats” – originalmente de The Knife, outra banda sueca - é uma prova da sua rica e diversificada habilidade musical. E foi exatamente essa beleza com tom de novidade que atraiu a Sony quando estava desenvolvendo o comercial de sua nova televisão BRAVIA. Com esse comercial, além de ganhar o mercado americano e o japonês, González chamou atenção dos espertinhos produtores da série americana The O.C. que fecharam uma temporada ao som de “Crosses”.
A história de Jose Gonzalez é rara no atual mundo da música pop. Um artista resistindo os vícios da cultura pop para criar algo único e intimista. E ainda assim, consegue ser reconhecido pelas instituições que carregam uma grande bagagem desses vícios. Recentemente, Gonzalez foi nomeado ao Grammy por sua participação no brilhante álbum do Zero 7, “The Garden”, na categoria de Melhor Música Eletrônica. Na Suécia, recebeu das mãos do Ministro do Comercio Exterior Sten Tolgfors o prêmio de Música de Exportação do Governo Sueco na edição local do Grammy 2007.
Post expresso, to meio sem tempo ultimamente...
Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins.
Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem).
No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.
"Ô Betão, traz mais uma pra gente", eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins,que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa cozinha.
Se bem que nós, meio intelectuais, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gateau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.
A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil.
Assim como não é qualquer bar ruim.
Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol, a gente bate uma punheta ali mesmo.
Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.
Porque a gente acha que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse.
O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas.
Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó.
Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV.
Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevete e chinelo Rider.
Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico.
E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.
Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem.
Os que entendem percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo.
Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato.
Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae.
Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz.
Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda, no Brasil!
Ainda mais porque a cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelo Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gateau pelos quatro cantos do globo.
Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda, como eu que, por questões ideológicas, preferem frango a passarinho e carne de sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autêntico que o sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim Câmara Cascudo, saca?).
- Ô Betão, vê um cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?













