Avanço dialético musical? Ou apenas sonorização sem fundamentos? Ou filosofia na música?
L'Onironaute é uma banda "folk erudita", se é que podemos rotular tão excentricidade dessa maneira, a banda apresenta uma reunião de melodias que envolvem uma série de estilos. Alguns consideram o chamado "Avant-Gard". O que importa é a diversidade do som e a boa instrumentalização. Fica à dica:
Primeiro, como principio, o que seria "Apologia"? qual é o significado da palavra "Apologia"? No dicionário comum, entende-se apologia como algo referente à louvor, ou defesa de algo. Temos como exemplo, apologia à Sócrates de Platão, do qual, Platão faz uma forte propaganda à Sócrates. Utilizarei aqui, o termo Apologia a definição à propaganda, louvor ao misticismo grego, Thanatos.
Título Orignal: Vivre sa Vie: Film en Douze Tableaux
“Crítica”*: Fazer uma crítica à Godard, o cineastra filósofo, não é a coisa mais simples do mundo, por isso, talvez, essa “crítica” seja um tanto equivocada e subjetiva. O que falar de um cineastra que faz filmes como se fossem livros de filosofia ? Narrações, diálogos, enredo, roteiro, elenco e outros coisas mais, fazem parte dos filmes de Godard. Confesso que sou um apaixonado pelas obras dele, e tento analisar de um certo ponto de vista crítico, isso é, filosófico. Sem mais delongas, vamos à minha apologia. Extremamente genial, poético, filosófico, dramático e existencialista. Vivre sa vie é um daqueles filmes que você assiste e fica com ele na mente, ou melhor dizendo, na sua alma. As questões abordadas pelo filme, a temática apresentada com grande estilo e arte, fazem com que nós pensemos em toda questão dramática da vida. O tema abordado por Godard é simplesmente a vida. A busca pelos sentidos da vida, a conceitualização do que é a vida, a metafísica da vida, apresentando uma série de indagações subjetivas e objetivas. Além de tudo, ainda conta com uma técnica engajada no filme, isso é, percebe-se alguns elementos da filosofia. Godard entra primeiramente com a questão socrática, isso é, a indagação ou refutação para a catarse do conhecimento, ou seja, dialética, a forma de perguntar e responder elaborando conhecimento, através de teses e antíteses. Godard em alguns segmentos mostra o caráter crítico diante da sociedade, tentando eliminar preconceitos. Ainda conta com elementos existencialistas, isso é, à grosso modo, a ideia de que a existência precede à essência, mostrando de forma clara que nós é que escolhemos os nossos atos. E um dos pontos também que analisei, foi o fator linguístico, onde Godard parece mostrar a ideia de problema da linguagem. Dentre de algumas referências, acredito que nesse filme há: Sócrates, Shopenhauer, Hegel, Heidegger, Sartre,Platão, Edgar Poe e Wittgeinsten, ou seja, em termos filósoficos, temos(à partir de uma interpretação minha) o Existencialismo, pessimismo e a crítica à linguagem. Com uma atriz principal de tirar o fôlego, uma filmagem um tanto clássica e alternativa, diálogos excelente e frases marcantes, temos uma das obras que qualquer cinéfilo deveria assistir. Viver a vida. “A verdade está em tudo, até mesmo no erro”. Obs: Lembre que é minha interpretação, e sim, talvez, subjetiva e que eu fiz uma certa propaganda do filme.(É um dos filmes que mais gosto.)
• Direção: Jean-Luc Godard
• Gênero: Drama
• Origem: França
• Duração: 83 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diáologo: Francês