Primeiro, como principio, o que seria "Apologia"? qual é o significado da palavra "Apologia"? No dicionário comum, entende-se apologia como algo referente à louvor, ou defesa de algo. Temos como exemplo, apologia à Sócrates de Platão, do qual, Platão faz uma forte propaganda à Sócrates. Utilizarei aqui, o termo Apologia a definição à propaganda, louvor ao misticismo grego, Thanatos.


Thanatos, ou Tânato, refere-se a entidade mística da mitologia grega do qual é a personificação da morte. Conhecido por ter as entranhas de bronze e o coração de ferro, eis uma entidade da mitologia grega que volta aos tempos de hoje em dia, como algo adorado, sendo que reflete o mal-estar da civilização do qual vivemos.

Em alguns livros de Freud como "Mal-estar da civilização", ele aborda algumas definições à respeito das chamadas "pulsões" humanas. Uma delas é o Eros, a pulsão à grosso modo, pela vida, em contrapartida, Tânatos que seria a pulsão à grosso modo pela morte.

A questão que me "espanta" é a questão da pulsão da morte, o Tanatos de hoje em dia. Claro que falo de maneira filosófica e não psicanalítica, isso é, isolo a questão psicológica e coloco a definição no ponto de vista amplo.(Até por que, o Tanatos e Eros "trabalham juntos"). Da onde vem a origem da destruição à própria vida? seria a própria vida? ou o meio do qual vivemos ? a sociedade que corrompe o ser humano como diria Rousseau ? o Capitalismo que nos aliena e nos torna "ente-mercadoria'? Minha apologia vem de maneira existencialista e crítica ao próprio tema:" Apologia à Thanatos".

Eis a ironia:


E ainda há a relação dialética entre amor e Thanatos na própria música.





Título Orignal: Vivre sa Vie: Film en Douze Tableaux
• Direção: Jean-Luc Godard
• Gênero: Drama
• Origem: França
• Duração: 83 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diáologo: Francês

“Crítica”*:

Fazer uma crítica à Godard, o cineastra filósofo, não é a coisa mais simples do mundo, por isso, talvez, essa “crítica” seja um tanto equivocada e subjetiva. O que falar de um cineastra que faz filmes como se fossem livros de filosofia ? Narrações, diálogos, enredo, roteiro, elenco e outros coisas mais, fazem parte dos filmes de Godard. Confesso que sou um apaixonado pelas obras dele, e tento analisar de um certo ponto de vista crítico, isso é, filosófico. Sem mais delongas, vamos à minha apologia.

Extremamente genial, poético, filosófico, dramático e existencialista. Vivre sa vie é um daqueles filmes que você assiste e fica com ele na mente, ou melhor dizendo, na sua alma. As questões abordadas pelo filme, a temática apresentada com grande estilo e arte, fazem com que nós pensemos em toda questão dramática da vida. O tema abordado por Godard é simplesmente a vida. A busca pelos sentidos da vida, a conceitualização do que é a vida, a metafísica da vida, apresentando uma série de indagações subjetivas e objetivas.

Além de tudo, ainda conta com uma técnica engajada no filme, isso é, percebe-se alguns elementos da filosofia. Godard entra primeiramente com a questão socrática, isso é, a indagação ou refutação para a catarse do conhecimento, ou seja, dialética, a forma de perguntar e responder elaborando conhecimento, através de teses e antíteses. Godard em alguns segmentos mostra o caráter crítico diante da sociedade, tentando eliminar preconceitos. Ainda conta com elementos existencialistas, isso é, à grosso modo, a ideia de que a existência precede à essência, mostrando de forma clara que nós é que escolhemos os nossos atos. E um dos pontos também que analisei, foi o fator linguístico, onde Godard parece mostrar a ideia de problema da linguagem. Dentre de algumas referências, acredito que nesse filme há: Sócrates, Shopenhauer, Hegel, Heidegger, Sartre,Platão, Edgar Poe e Wittgeinsten, ou seja, em termos filósoficos, temos(à partir de uma interpretação minha) o Existencialismo, pessimismo e a crítica à linguagem.

Com uma atriz principal de tirar o fôlego, uma filmagem um tanto clássica e alternativa, diálogos excelente e frases marcantes, temos uma das obras que qualquer cinéfilo deveria assistir. Viver a vida.

“A verdade está em tudo, até mesmo no erro”.

Obs: Lembre que é minha interpretação, e sim, talvez, subjetiva e que eu fiz uma certa propaganda do filme.(É um dos filmes que mais gosto.)

@ogataogara


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Good Vibrations from Helene Emain on Vimeo.



Ímpar não??

O que acontece quando uni-se dois instrumentos de alto escalão, um erudito e um popular ?

Sem comentários.




• Título Original: Being John Malkovich
• Direção: Spike Jonze
• Roteiro: Charlie Kaufman
• Gênero: Comédia, Drama, Fantasia
• Origem: EUA
• Duração: 122 minutos
• Tipo: Longa-metragem

Crítica:

Existencialista, filosófico, crítico, poético e genial. "Quero ser John Malkovich" é com certeza, um filme difícil de criticar e analisar. Conta com um excelente elenco, isso é, John Cusack,Cameron Diaz,Catherine Keener,Charlie Sheen e John Malkovich.Um brilhante enredo, acompanhado de um excelente roteiro, o longa apresenta um drama peculiar, uma comédia filosófica, uma aventura da mente e além de tudo uma obra de ficção. O diretor teve a brilhante ideia de colocar um tema, não muito bem explorado no cinema, mas muito explorado na filosofia e na psicologia, do qual encanta e nos trás reflexões. O filme, além de tudo, aborda uma série de questões existencialistas, não que seja um filme moralista, mas de fato a obra nos faz pensar sobre "o ser em si", abordando uma série de possíveis interpretações vinculadas à filósofos...

Não se trata de um filme qualquer, que poderia categorizar facilmente."Quero ser John Malkovich" é um filme crítico e muito artístico. A interpretação perante ao filme pode vir de todos os lados. A questão existencial de que a existência precede a essência é criticada no filme, isso é, mesmo você existindo no corpo de outra pessoa, você tem uma essência. Não saberia dizer, se o roteirista impôs Sartre ou Heidegger no filme, mas com certeza, o filme mostra a arte filosófica num tom de humor e ficção.

Também contamos com a questão do poder, outro tema do filme notável, isso é, você não gostaria de poder controlar outro ser humano? Eis uma pergunta para fazer o telespectador pensar:O poder corrompe ? Você gostaria de ser outra pessoa? Se gostaria, por que gostaria ? Será que você não está sendo controlado?.(Por que será que "The sims" é um dos jogos que as pessoas mais gostam...)

Conclusão: Excelente. Digno de café,música e filosofia e próprio para existencialistas. Seja qual for sua interpretação, não podemos negar que o filme é um exemplo de boa criatividade, do qual conta com uma boa fantasia, uma comédia e até mesmo, bons diálogos.

"Sorte você ser um macaco. Pois, consciência é uma coisa terrível. Eu penso, eu sofro."

@ogataogara - www.twitter.com/ogataogara

Obs: O filme ganhou uma série de prêmios e indicações- Inclusive Oscar, Globo de ouro, etc...

Dicas do tema:

"O Ser e o nada"-Sartre ;"Why can't I be you?"-The cure; Jogo: The sims

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Aperte play e vá fazer outra coisa. Viaje e filosofe.

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