Que tal ver uma compilação com alguns dos melhores filmes de 2012?? presente!
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Lobo Larsen
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Comentário/Crítica:
Acredito que seja a terceira, ou quarta vez que tento escrever uma crítica, ou um comentário a respeito do grandioso filme "Os sonhadores". Confesso que talvez esta critica/comentário não seja definitiva, existe sempre uma nova leitura do filme, além de correções, inovações que vão sendo acrescentadas na minha visão do longa, ainda que quando revejo o filme, normalmente apreendo algo diferente, múltiplas variações de percepções,etc., mas, sem mais delongas, vamos lá e peço perdão por possíveis erros.
Bernardo Bertolucci é um dos diretores que mais trabalha com "afetos", com temas sexuais, paixões de todo o tipo e inúmeras variações sobre sentimentos humanos, e The dreamers não deixa de ser o caso. Os Sonhadores, ou "The Dreamers" é uma obra inusitada, carrega sentimentos variantes ao decorrer do longa, paixão, comédia, drama, tragédia, diálogos, sexo e sobretudo cinema, arte e música. Com um roteiro interessante e até exótico, enredo que prende o telespectador, Eva Green e sua delicada beleza sensual, Louis Garrel com o ar imponente francês e, o lado norte-americano de Michael Pitt fazem os atores principais de uma das obras que podem marcar sua sua vida como cinéfilo.
Há de se perguntar o que há de tão "belo e bom" no longa, e a resposta não é tão simples... os atores fazem o charme, a história talvez um pouco incomum prende o telespectador. Sexo, arte e cenas de outros filmes fazem com que cinéfilos fiquem entusiasmados ao ver, algumas cenas sexuais e criativas dão um tom erótico, frases e poesias no decorrer dos diálogos prendem alguns intelectuais (ou pseudo), roteiro que tange sutilmente questões éticas e políticas encantam alguns filósofos, personalidades marcantes e carismáticas dos personagens nos fazem nos encontrarmos neles, portanto, o filme quase que agrada à todos, mas não todos. (A crítica normalmente vem do fato de que o longa trabalha muito com questões eróticas, não agradando toda faixa etária e todo o público, além do apelo sexual.)
Sublime, poético e sensual são três adjetivos para esse filme, mas ao mesmo tempo é metafórico, filosófico, sujo, insano, erótico, criativo, apelativo, e outros quinhentos adjetivos.
Um ponto forte do filme são as características eloquentes dos personagens, a psicologia que se observa através do filme, as possíveis interpretações a respeito da relação entre os três, além da filosofia de vida de cada personagem. O filme ainda faz menções a outros filmes de outros diretores, como "Vivre Sa vie" de Godard, "Bande à part", etc., Além da trilha sonora que não deixa de ser marcante.
E quanto as interpretações sobre o filme? uma informação que parece ser verídica é que esse filme é uma sequência de outro filme: "Partner-1968". Alguns críticos dizem que para entender realmente o que Bertolucci quer dizer no filme Os sonhadores, seria preciso ver "Partner", para observar as relações do eu consigo mesmo, da identificação e diferença entre o id, ego e superego. Para quem não viu "Partner", aconselho ganharem tempo com essa obra. Além da interpretação sequencial e "psicológica" dos "sonhadores", há também outras. Evidente que qualquer um pode ver o filme e interpretar de certo maneira, pois, devida as nossas percepções e experiências de vida diferentes, podemos analisar de diferentes maneiras, interpretar como quisermos.. talvez seja algo da arte!? (deixamos essa questão da filosofia da arte e estética pra outra hora) Mas e a intenção de Bertolucci? O que ele realmente quer dizer no filme? Não quero fazer Spoiller, mas o filme toca em questões de afeto, amizade, amor e família.
Vejo o filme como um punhado múltiplo de filosofias, isso é, podemos analisar ou observar no filme a filosofia de Deleuze, de Nietzsche, Freud, mas isso não quer dizer que o filme seja Deleuziano, Freudiano, mas é relevante deixar claro que Bertolucci deixou em aberto algumas interpretações, como muitos outros filmes também o fazem.
Mas seja lá como for seu ponto de vista, acho que o filme é digno do cinema cultura, vale a pena para qualquer cinéfilo ver, analisar, fazer sua própria interpretação. Mas então, o filme é Bom? ruim? eu diria que o filme é artístico sobretudo, com toques eróticos, poéticos, mas artístico. Qualquer pessoa vai gostar? Não, mas grande parte dos cinéfilos provavelmente. (Não conheci ninguém que não gostou até hoje...)
F.M.Ogata- Lobo Larsen
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Lobo Larsen
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É tempo de mudança, tempo de compreensão, criação de coisas novas, destruição e renovação. Férias.
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Lobo Larsen
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Minha querida amiga Giovanna (que faz parte do Blog, mas anda sumida), me mandou um curta muito interessante. "Bonitinho", com música clássica e boa animação, vale a pena!
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Que tal começar a semana com um som folk, alegre, dançante e gostoso? Of Monster and Men tem tudo para proporcionar um folk similar a Mumford and sons, Laura Marling e até mesmo com toques de Beirut.
A banda faz uma harmonia entre vocais masculino e feminino, instrumentos acústicos com um "q" de clássico que fazem com que Of Monster and Men ganhe respeito aqui no blog e portanto mereça um post com alguns clipes..
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Lobo Larsen
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“Não é tão simples como parece. Aquele pensamento transcende, vai além. Os lábios dela falam por si, quase tocam os meus e, os pensamentos tão frustrados se encontram com os lábios dela, carnudos, vermelhos na cor do sangue. Frustrante eu fico no decair da noite, não a tenho mais, mas tenho os pensamentos, os encontros representativos. Os lábios vibram e aquele sorriso sobe, não muito… aos poucos a memória dela ressurge. Era só ela, só aqueles lábios e aquele sorriso demoníaco que me agradava, o resto era desconsiderado. Seria ignorância abandonar tanta beleza assim?
A vida passa, o tempo corroí o coração, os pensamentos amadurecem e aquela imagem, não muito distante, continua em minha alma. Dádiva ou maldição? Um velho encontro com ela que os pensamentos me trazem…Frio, distância, amargura, frustração, solidão, mas mais que tudo isso, ela me leva ao novo, a criação destruidora. Algo novo surge no amor, não sei muito bem o que é, mas é um velho-novo encontro.”
F.M.Ogata - Lobo Larsen