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Avanço dialético musical? Ou apenas sonorização sem fundamentos? Ou filosofia na música?




L'Onironaute é uma banda "folk erudita", se é que podemos rotular tão excentricidade dessa maneira, a banda apresenta uma reunião de melodias que envolvem uma série de estilos. Alguns consideram o chamado "Avant-Gard". O que importa é a diversidade do som e a boa instrumentalização. Fica à dica:






Com uma "pegada" Folk e jazz ao mesmo tempo, a banda consegue expressar um tom inovador na música. Vale à pena dar uma escutada. Ótimo som para o final de semana chuvoso em São Paulo



Primeiro, como principio, o que seria "Apologia"? qual é o significado da palavra "Apologia"? No dicionário comum, entende-se apologia como algo referente à louvor, ou defesa de algo. Temos como exemplo, apologia à Sócrates de Platão, do qual, Platão faz uma forte propaganda à Sócrates. Utilizarei aqui, o termo Apologia a definição à propaganda, louvor ao misticismo grego, Thanatos.


Thanatos, ou Tânato, refere-se a entidade mística da mitologia grega do qual é a personificação da morte. Conhecido por ter as entranhas de bronze e o coração de ferro, eis uma entidade da mitologia grega que volta aos tempos de hoje em dia, como algo adorado, sendo que reflete o mal-estar da civilização do qual vivemos.

Em alguns livros de Freud como "Mal-estar da civilização", ele aborda algumas definições à respeito das chamadas "pulsões" humanas. Uma delas é o Eros, a pulsão à grosso modo, pela vida, em contrapartida, Tânatos que seria a pulsão à grosso modo pela morte.

A questão que me "espanta" é a questão da pulsão da morte, o Tanatos de hoje em dia. Claro que falo de maneira filosófica e não psicanalítica, isso é, isolo a questão psicológica e coloco a definição no ponto de vista amplo.(Até por que, o Tanatos e Eros "trabalham juntos"). Da onde vem a origem da destruição à própria vida? seria a própria vida? ou o meio do qual vivemos ? a sociedade que corrompe o ser humano como diria Rousseau ? o Capitalismo que nos aliena e nos torna "ente-mercadoria'? Minha apologia vem de maneira existencialista e crítica ao próprio tema:" Apologia à Thanatos".

Eis a ironia:


E ainda há a relação dialética entre amor e Thanatos na própria música.





Título Orignal: Vivre sa Vie: Film en Douze Tableaux
• Direção: Jean-Luc Godard
• Gênero: Drama
• Origem: França
• Duração: 83 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Diáologo: Francês

“Crítica”*:

Fazer uma crítica à Godard, o cineastra filósofo, não é a coisa mais simples do mundo, por isso, talvez, essa “crítica” seja um tanto equivocada e subjetiva. O que falar de um cineastra que faz filmes como se fossem livros de filosofia ? Narrações, diálogos, enredo, roteiro, elenco e outros coisas mais, fazem parte dos filmes de Godard. Confesso que sou um apaixonado pelas obras dele, e tento analisar de um certo ponto de vista crítico, isso é, filosófico. Sem mais delongas, vamos à minha apologia.

Extremamente genial, poético, filosófico, dramático e existencialista. Vivre sa vie é um daqueles filmes que você assiste e fica com ele na mente, ou melhor dizendo, na sua alma. As questões abordadas pelo filme, a temática apresentada com grande estilo e arte, fazem com que nós pensemos em toda questão dramática da vida. O tema abordado por Godard é simplesmente a vida. A busca pelos sentidos da vida, a conceitualização do que é a vida, a metafísica da vida, apresentando uma série de indagações subjetivas e objetivas.

Além de tudo, ainda conta com uma técnica engajada no filme, isso é, percebe-se alguns elementos da filosofia. Godard entra primeiramente com a questão socrática, isso é, a indagação ou refutação para a catarse do conhecimento, ou seja, dialética, a forma de perguntar e responder elaborando conhecimento, através de teses e antíteses. Godard em alguns segmentos mostra o caráter crítico diante da sociedade, tentando eliminar preconceitos. Ainda conta com elementos existencialistas, isso é, à grosso modo, a ideia de que a existência precede à essência, mostrando de forma clara que nós é que escolhemos os nossos atos. E um dos pontos também que analisei, foi o fator linguístico, onde Godard parece mostrar a ideia de problema da linguagem. Dentre de algumas referências, acredito que nesse filme há: Sócrates, Shopenhauer, Hegel, Heidegger, Sartre,Platão, Edgar Poe e Wittgeinsten, ou seja, em termos filósoficos, temos(à partir de uma interpretação minha) o Existencialismo, pessimismo e a crítica à linguagem.

Com uma atriz principal de tirar o fôlego, uma filmagem um tanto clássica e alternativa, diálogos excelente e frases marcantes, temos uma das obras que qualquer cinéfilo deveria assistir. Viver a vida.

“A verdade está em tudo, até mesmo no erro”.

Obs: Lembre que é minha interpretação, e sim, talvez, subjetiva e que eu fiz uma certa propaganda do filme.(É um dos filmes que mais gosto.)

@ogataogara


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