Os londrinos do Babeshadow fazem aquele tipo de som que dá vontade de estar de férias com o maior número de amigos possível, numa casa de campo, dirigindo por ai. 

Eles resolveram montar seu próprio estúdio onde gravaram seu último EP e algumas demos. 

As bandas emergentes estão todas embalando nessa onda do do-it-yourself, isso é legal pra caramba, ver caras que começaram a gravando no porão de casa como o Jeff The Brotherhood , as irmãs Piper e Skylar Kaplan do Puro Instinct tão novinhas já tocando com bandas como Ariel Pink's (que estará em setembro no Brasil). É legal poder fazer seu som em sua própria casa e ver ele se disseminando por ai, acho que essa é a pegada.

Sobre o Babeshadow, "Sea serpent" é uma de suas das faixas mais conhecidas, coloquei aqui uma seleção de três músicas que representam exatamente o que é a banda. 




enjoy it! 

Dicas do final do semana.


De Roy Andersson, Alemanha, participando do festival de Cannes. Composto de vinhetas em quadro fixo, o filme observa o comportamento humano. Sem seguir uma estrutura tradicional, a narrativa acompanha homens e mulheres que vivem situações banais e repetitivas do cotidiano. Do homem bom ao miserável, da alegria ao sofrimento, da autoconfiança à ansiedade. Desta forma, vemos uma garota apaixonada, empresários, donas de casa, criminosos, bêbados… Oscilando entre seus sonhos e a realidade, eles estão condenados à incomunicabilidade.

Crítica?

Filosofia se tornando arte, e arte cinematográfica se tornando filosofia. Modificando uma das frases de Bernardo Bertolucci, diria: "O cinema é uma das vias que conduzem o homem à realidade", frase de questão crucial para análise e crítica desse filme.

Filosófico, depressivo, irônico e principalmente critico. Não sei até que ponto poderia denominar niilista, pois se analisarmos de outro ponto de vista, podemos observar a teoria de Hegel no roteiro, da qual seria: tese, antitese e síntese (Dialética).

Embora seja filosófico e possa atrair uma boa demanda de cinéfilos, o filme aparentemente é confuso. A ideia principal provavelmente do diretor, é a de fazer o telespectador pensar, isso é, o diretor utilizou o método socrático no filme.

Em uma linguagem um pouco menos filosófica, o filme é caracterizado principalmente por várias vinhetas, cada uma com um tema se conectando ao outro, algumas coisas parecem sem sentido, monólogos absurdos, diálogos sem pé e sem cabeça, e personagens bem excêntricos.

Apesar de toda a "maluquice" aparente, o filme aborda vários temas críticos e existenciais. A interpretação, deixo com vocês, devo confessar que uma critica maior sobre esse filme, seria até insensato, já que o longa é niilista e trivial.

Acredito que a ausência aparente de sentido de "Vocês, Os Vivos" faz todo o sentido. (Ausência de sentido, faz ter um sentido, pois o sentido seria de não ter sentido.)

Conclusão final: Filme bom para cinéfilos.Faz honra ao blog, instiga à mente, ajuda na filosofia, choca à ética e além de tudo, mostra o que cinema "cult" pode fazer.

"As pessoas são exigentes demais"

Ogata Ogara

Download

Meu Twitter


Sim... Emily Haines, a garota com a voz doce que canta no Metric. Emily Haines no cd "solo", consegue tocar com imensidade questões críticas do individuo perante à sociedade. Apesar da depressão do cd, vale à pena, pelo menos dar uma escutada e ver as letras. (Eu sinceramente, gosto muito da voz dela e dela também..)


"Our hell is a good life"- E não seria relativamente válido?




Woods é uma banda de folk-indie, meio parada, mas muito legal para inspirar coisas épicas (Viva à piada interna)






De John Gray, White irish Drinkers é um filme de 2010, americano.

Violento, artístico e dramático. A história de dois irmãos descendentes de irlandeses,vem à calhar com uma boa cerveja e uma boa pipoca. Violento fisicamente, o longa expressa à cultura irlandesa da cidade de Brooklyn, contando com um bom drama, não muito filosófico nem poético, do qual envolve um pouco de arte e emoção humana. Apesar disso, o filme deixa um pouco à desejar, poderia ter diálogos mais inteligentes, um elenco melhor e enredo mais envolvente. Mas, como sou fã de cultura irlandesa, resolvi postar uma pequena crítica do filme, pois apesar de tudo, é um drama legal de assistir.

Sem mais, vamos ao trailer:



• Título Original: Seul contre tous
• Direção: Gaspar Noé


Crítica:

Realista, pessimista, filosófico e pode ser até chocante.

Complicado de criticar e extremamente ideológico, pode se dizer que Gaspar noé caprichou nesse filme. Expondo monólogos extremamente conturbados e filosóficos, um roteiro excelente com um toque “existencialista”, criticando alguns pontos sociais, apresentando frases “Schopenhauerianas”, mostrando a pobreza e a sujeira da natureza humana, a loucura poética de um pessimista, além de contar com a teoria da vontade de poder de Niezstche. O filme pode deixar o telespectador deprimido, carente, triste, conturbado, chocado e até irritado, mas não podemos deixar de negar é que toda a história do filme é algo possível e realista, em outra palavras, é uma verdade relativa, mas válida.

Destaco que o pensamento do ator principal é extremamente pessimista, vejo que Gaspar noé quis colocar Shopenhauer no filme, se ele colocou para mostrar a realidade do mundo, ou se colocou para criticar Shopenhauer, não sei dizer, mas de fato, podemos interpretar a teoria de Shopenhauer no filme. (A teoria de Shopenhauer, bem à grosso modo, nos diz que a essência do ser humano é a vontade, e os desejos são axiomas das nossas filosofias…). Relevo que algumas reflexões do ator principal, mostram algumas ideias de Marx, como o fato de que a ideia predominante da sociedade, é a ideia dos mais fortes, dos mais ricos. Podemos também, colocar Niezstche nas reflexões perturbadas do ator principal, com relação a questão do poder, do ego, do “super-homem”.

Conclusão: Ótimo filme, apesar de alguns detalhes chatos de câmera, vale à pena usar o método socrático para ver o filme. Interprete como quiser, o longa, ao meu ver é eficientemente moralista. Toca à realidade, tira o falsidade do otimismo mas exagera no pessimismo.

“A vida é um combate constante”.

“Viver é um ato egoísta”.

“Sobreviver é uma lei genética”.

Ogata O’gara

@ogataogara

Download
Sinopse:
A figura central da trama é o Açogueiro, saído do curta-metragem Carne também do diretor Gaspar Noé. Interpretado pelo excelente ator Philippe Nahon, essa criatura violenta, petrificada, fica vagando por labirintos obsessivos repletos de recalques, ódios contra estrangeiros e homossexuais, com a sempre onipresente figura da filha que ele deseja de maneira doentia. O filme cria uma atmosfera hermética onde a loucura crescente da personagem central está sempre aparente, seja nos tons amarelados de fotografia ou na narração em off. A obsessão é narrada como um diário absurdo. Um clássico do cinema moderno, cheio de poesia e fúria.

About this blog

Blog formado por estudantes abordando temas culturais como cinema, filosofia, música, tecnologia, arte, etc.

Labels

Que tipo de posts mais te interessa ?

Que tipo de filme você mais gosta ?

Search

Blog archive

Popular Posts

Blog Archive